Cerimônia celebrou cinema nacional com recordes, homenagens e vencedores em diversas categorias
O Prêmio Grande Otelo 2026 fez história ao registrar, pela primeira vez em 25 edições, um empate na principal categoria da noite. Os longas "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, e "Manas", de Marianna Brennand, dividiram o troféu de Melhor Longa-Metragem Ficção após empate na votação.
- Pela primeira vez em 25 anos, dois filmes dividiram o prêmio principal: "O Agente Secreto" e "Manas".
- "Homem Com H", cinebiografia de Ney Matogrosso, foi o maior vencedor da noite, com seis troféus.
- Dira Paes se tornou a mulher mais premiada na história do prêmio, com quatro troféus de atuação.
- O filme "O Agente Secreto" foi o mais indicado, com 18 nomeações, e levou quatro prêmios.
- O longa "Manas" conquistou cinco prêmios, incluindo Melhor Direção e Melhor Roteiro Original.
A cerimônia aconteceu na noite de terça-feira (4), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, reunindo artistas, diretores, produtores e profissionais do audiovisual brasileiro.
Considerado o principal prêmio do cinema nacional e conhecido como o "Oscar brasileiro", o Grande Otelo chegou à sua 25ª edição premiando filmes, documentários, séries, curtas-metragens e profissionais da indústria.
Filme mais indicado da noite
"O Agente Secreto" chegou à premiação como o filme mais indicado, com 18 nomeações. Além de dividir o prêmio de Melhor Longa-Metragem Ficção, o longa conquistou os troféus de Melhor Direção de Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Efeito Visual, encerrando a noite com quatro vitórias.
Dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, "O Agente Secreto" é ambientado no Recife de 1977, durante a ditadura militar.
"Manas": cinco prêmios e uma história de superação
Já "Manas", dirigido por Marianna Brennand, também saiu consagrado ao vencer cinco categorias. Além de dividir o principal prêmio da noite, o longa levou Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem de Ficção e garantiu a Dira Paes o troféu de Melhor Atriz Coadjuvante.
A produção acompanha Marcielle, conhecida como Tielle, uma jovem que vive na Ilha do Marajó, no Pará. Ao descobrir a realidade por trás do desaparecimento da irmã mais velha, ela passa a enfrentar os ciclos de violência e abuso contra mulheres presentes em sua comunidade, iniciando uma jornada em busca de liberdade e proteção para a irmã mais nova.
O maior vencedor da noite
Apesar do empate na principal categoria, o maior vencedor da noite foi "Homem Com H", cinebiografia de Ney Matogrosso dirigida por Esmir Filho. O filme conquistou seis troféus: Melhor Filme pelo Júri Popular, Melhor Figurino, Melhor Maquiagem, Melhor Som, Melhor Trilha Sonora e Melhor Ator, prêmio entregue a Jesuíta Barbosa por sua interpretação do cantor.
Recorde histórico de Dira Paes
A vitória de Dira Paes também entrou para a história. Com o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por "Manas", a atriz tornou-se a mulher mais premiada nas categorias de atuação do Grande Otelo, somando quatro troféus e ultrapassando Laura Cardoso e Leandra Leal, que possuem três conquistas cada.
O prêmio principal foi dividido por "Manas" e "O Agente Secreto".


Estatueta do Prêmio Grande Otelo de Cinema - Divulgação/Rogério Resende



