A Volkswagen está passando por um período complicado, com risco de até 100 mil empregos. A empresa anunciou que seus lucros caíram 30,7% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2025.
A Volkswagen, uma das maiores montadoras do mundo, está passando por um momento difícil. A empresa anunciou que seus lucros caíram muito no primeiro semestre de 2026. O lucro líquido foi de 3,103 bilhões de euros, uma queda de 30,7% em comparação com o mesmo período de 2025. Isso acontece em um cenário de incertezas, onde até 100 mil empregos podem estar em risco na empresa alemã.
- O lucro da Volkswagen caiu 30,7% no primeiro semestre de 2026.
- A receita da empresa também caiu 0,2%, para 158,102 bilhões de euros.
- No segundo trimestre, a queda no lucro foi ainda maior: 32,9%.
- A empresa está cortando empregos: já são 50 mil vagas a menos, e mais cortes podem vir.
- A Volkswagen enfrenta um mercado difícil, com concorrência e mudanças na indústria automotiva.
A receita da empresa, que está colocando em prática um plano de redução de pessoal, caiu 0,2% no primeiro semestre, para 158,102 bilhões de euros. Já o lucro operacional (EBIT) caiu 11,6%, somando 5,931 bilhões de euros.
No segundo trimestre, o lucro líquido apresentou uma queda ainda maior em relação ao mesmo período de 2025, recuando 32,9%, para 1,538 bilhão de euros. A receita, por outro lado, avançou apenas 2%, alcançando 82,444 bilhões de euros.
Em comunicado, a Volkswagen reconheceu que enfrenta "um ambiente de mercado desafiador", mas destacou que a receita permaneceu "praticamente no mesmo nível" registrado nos seis primeiros meses de 2025, quando totalizou 158,364 bilhões de euros.
Reestruturação segue em andamento
A Volkswagen, maior fabricante de automóveis da Europa, mantém em andamento um plano de reestruturação apresentado em 2025, que prevê a redução de cerca de 50 mil postos de trabalho. A maior parte dos cortes deve atingir a marca Volkswagen, com aproximadamente 35 mil vagas, enquanto o restante será distribuído entre Audi e Porsche.
Recentemente, o presidente-executivo da empresa, Oliver Blume, afirmou em uma entrevista interna que estuda promover uma nova rodada de cortes, que pode chegar a até 50 mil empregos em todo o mundo.


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