30 de julho de 2026

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Crédito imobiliário cresce 23% no primeiro semestre

Economia Crédito 30/07/2026 14:13 Extra extra.globo.com

O crédito imobiliário no Brasil cresceu 23% no primeiro semestre, impulsionado por mudanças nas regras da poupança, mesmo com menos dinheiro sendo depositado na caderneta.

Mesmo com os juros altos, o dinheiro emprestado para comprar ou construir imóveis no Brasil somou R$ 180,9 bilhões no primeiro semestre deste ano. Isso é um aumento de 23% em comparação com os R$ 147,1 bilhões do mesmo período do ano passado.

  • O total de imóveis financiados foi de cerca de 850 mil entre janeiro e junho.
  • O dinheiro veio da poupança, do FGTS e de outras fontes.
  • Os financiamentos com dinheiro da poupança cresceram 28,5%, chegando a R$ 93,7 bilhões.
  • O FGTS, impulsionado pelo Minha Casa Minha Vida, teve alta de 22%, totalizando R$ 77,6 bilhões.
  • Apesar do crescimento, os depósitos na poupança caíram 0,31% no semestre.

O crescimento do crédito foi puxado pelos financiamentos com dinheiro da poupança. Os empréstimos para comprar e construir somaram R$ 93,7 bilhões, um aumento de 28,5% em relação aos R$ 72,9 bilhões do mesmo período de 2025.

Os financiamentos pelo FGTS cresceram 22%, totalizando R$ 77,6 bilhões, ajudados pelo programa Minha Casa Minha Vida. Já os financiamentos com recursos livres caíram 8% no primeiro semestre, somando R$ 9,6 bilhões, contra R$ 10,4 bilhões do ano anterior.

O aumento do crédito com dinheiro da poupança aconteceu mesmo com a queda nos depósitos. As captações líquidas estão caindo há seis meses seguidos e, no primeiro semestre, o saldo nas contas caiu 0,31%.

Isso foi possível porque, em outubro do ano passado, o governo mudou as regras para o uso do dinheiro da poupança no financiamento de imóveis. A nova regra incentiva os bancos a usar esse dinheiro para crédito habitacional. Para cada R$ 1 da poupança usado no crédito, o banco pode usar livremente o mesmo valor por cinco anos.

Antes, 65% do dinheiro da poupança era obrigado a ir para o crédito imobiliário, 20% ficava no Banco Central e só 15% podia ser usado livremente pelos bancos.

Segundo o presidente da Abecip, Michel Cury, o resultado mostra a força da procura por imóveis e a capacidade de adaptação do sistema de financiamento, mesmo com juros altos e menos dinheiro na poupança.