Países buscam novos compradores para reduzir a dependência dos Estados Unidos e da China, e veem o Brasil como um mercado promissor para aumentar as exportações de frutas e hortaliças.
O Brasil é visto como um dos principais mercados estratégicos para a expansão das vendas de frutas frescas e hortaliças vindas do México e do Chile. A avaliação é dos gerentes nacionais da International Fresh Produce Association (IFPA) dos dois países, que participaram da The Brazil Conference & Expo, em São Paulo, nos dias 4 e 5 de agosto.
O México, que é o terceiro maior exportador mundial de frutas frescas, movimentou US$ 18,12 bilhões em embarques de legumes, verduras e frutas em 2024. Atualmente, 91% desse volume tem como destino os Estados Unidos, o que mostra a necessidade que o país tem em diversificar seus mercados diante das recorrentes tarifas impostas por Donald Trump e do atual encolhimento de compras pelos norte-americanos.
- O México é o terceiro maior exportador mundial de frutas frescas, movimentando US$ 18,12 bilhões em 2024.
- Atualmente, 91% das exportações de frutas e hortaliças do México vão para os Estados Unidos.
- O consumo de abacate Hass no Brasil dobrou nos últimos cinco anos.
- O Chile exportou US$ 7,6 bilhões em frutas frescas até maio de 2026, tendo a China e os EUA como principais destinos.
- As cerejas são a principal fruta exportada pelo Chile, representando 44% do valor total.
Segundo Rubéns Ramirez, da IFPA mexicana, o Brasil está entre os parceiros mais promissores da estratégia de diversificação adotada pelo seu país. O México é forte, mas vulnerável por concentrar suas exportações nos Estados Unidos. Estamos buscando ampliar nossa presença no Oriente Médio, Índia, Ásia e também no Brasil. Nossos mercados são complementares: somos o primeiro em hortaliças e o Brasil é o número um na produção de frutas, afirmou.
O executivo destacou ainda o crescimento da demanda brasileira por produtos mexicanos, citando como exemplo o abacate Hass, cujo consumo no Brasil dobrou nos últimos cinco anos.
Oportunidade para o Chile
O Chile também vê o mercado brasileiro como uma oportunidade para ampliar sua presença na América do Sul. O país possui cerca de 17 mil unidades produtoras e exportou US$ 7,6 bilhões em frutas frescas até maio de 2026, tendo a China e os Estados Unidos como principais destinos, responsáveis por 44,6% e 17% do volume total de exportações, respectivamente.
As duas frutas com maior participação são as cerejas (21% em volume e 44% em valor) e as maçãs e peras (23% do volume e 11% do valor).
Para Correa, embora o Brasil ainda represente uma participação modesta nas exportações chilenas, o potencial de crescimento é significativo. O Brasil é um mercado emergente e muito importante para o Chile. Ainda precisamos avançar em questões fitossanitárias, especialmente na digitalização dos processos de certificação, para facilitar e ampliar esse comércio, destacou.


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