Relatório do IPCA mostra que valores como frango, tomate e cebola ficaram mais baixos em fevereiro, trazendo certo alívio para o bolso do consumidor. Mesmo com a queda, acumulado de 12 meses ainda é alto, mas a expectativa é de melhora nos próximos meses.
Os preços dos alimentos tiveram uma queda em fevereiro, com destaque para o frango, tomate e cebola, que ficaram mais baratos. Essa redução foi puxada pela safra e pela maior oferta no mercado. No entanto, o acumulado de 12 meses ainda mostra uma alta de 7,0%, o que indica que os preços ainda estão em patamares elevados se comparados ao ano passado.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da segunda prévia de março, que mostram que a alimentação no domicílio caiu 0,81% no mês. Essa queda é a maior para o período desde 2017. O resultado é positivo, mas é preciso ficar atento, pois a inflação de alimentos ainda é um dos principais fatores que pressionam o orçamento das famílias.
Confira alguns pontos importantes para entender a notícia:
- Frango, tomate e cebola ficaram mais baratos em fevereiro, puxando a queda dos preços dos alimentos.
- A queda no mês foi de 0,81%, a maior para fevereiro desde 2017, mas o acumulado em 12 meses ainda é de 7,0%.
- A batata-inglesa teve a maior redução de preço, ficando 12,3% mais barata.
- O grupo de alimentação e bebidas como um todo caiu 0,28%, influenciado pela queda nos preços dos alimentos para consumo em casa.
- A inflação geral, medida pelo IPCA, deve ficar em 0,42% em fevereiro, abaixo do esperado, o que pode influenciar a taxa de juros.
O que ficou mais barato
A batata-inglesa foi o destaque, com queda de 12,3%. Outros alimentos que ficaram mais baratos foram o tomate (-7,4%), a cebola (-6,4%) e o frango em pedaços (-2,7%). Esses produtos são essenciais na mesa do brasileiro e a redução de preço ajuda no orçamento doméstico.
O que ainda está caro
Por outro lado, alguns itens ainda subiram, como a cenoura, que ficou 7,4% mais cara, e o café moído, com alta de 6,0%. Apesar da queda geral, esses aumentos ainda pesam para o consumidor.
Expectativa para os próximos meses
A tendência é que a redução continue nos próximos meses, com a entrada da safra de alimentos, especialmente no segundo semestre. Isso pode trazer um alívio maior para o bolso do consumidor, mas ainda é cedo para comemorar. A inflação de alimentos deve continuar em queda gradual, mas não deve zerar.
Com a melhora na oferta, a expectativa é que a inflação continue em ritmo mais lento, ajudando no poder de compra das famílias e no cenário econômico do país.


Economia Imagem gerada por IA


