O presidente Lula usou uma reunião em Brasília para criticar o rival Flávio Bolsonaro. Ele cobrou que o senador vote a favor do fim da escala 6x1, argumentando que o trabalho pesado exige proteção estatal e não negociação individual com patrões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quarta-feira, 7, durante reunião com parlamentares aliados em um hotel de Brasília, que quer ver como o senador e rival no segundo turno pela Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) vai votar sobre o fim da jornada de trabalho 6x1. O tema está sendo deliberado pelo Senado, mas a votação antes do dia 25 de outubro ainda é incerta.
"Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu o desafio a votar favorável, e a pedir ao PL para votar favorável. Eles estão inventando uma história de que 'não, é melhor negociar com o patrão'. Como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem", declarou o presidente.
Pontos-chave da questão
- O que é a escala 6x1 É um formato de trabalho onde o funcionário trabalha 6 dias seguidos e descansa 1. O fim disso obrigaria a reduzir a carga horária semanal.
- O que está em votação Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe a escala 6x1, obrigando a redução do tempo de trabalho.
- Por que isso é polêmico Empregadores e parte do governo federal (liderado pelo PL de Flávio) preferem a negociação individual; o PT e parte da base de Lula querem a proibição por lei.
- Qual o prazo O Senado discute o tema, mas a votação final antes das eleições de 25 de outubro está em aberto.
- Qual o risco para o trabalhador Sem a mudança na lei, quem quer sair da escala 6x1 precisa convencer o patrão, o que, na visão de Lula, é difícil de conseguir.
Cobrança direta ao rival
Lula também orientou como os aliados devem tratar o tema da segurança pública na reta final da eleição. O presidente declarou que os Estados não "deram conta" de tratar do tema sem a participação da União e ressaltou a importância da aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da segurança pública.
"O nosso lema é o seguinte: para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão. É esse o nosso lema daqui para frente", bradou o presidente.


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