O IPC-S, medido pela FGV, caiu de 0,67% para 0,39% na primeira quadrissemana de outubro, mostrando desaceleração. No entanto, o grupo de Alimentação acelerou, puxado pelo alto custo de produtos como tomate, batata e cebola, além de passagens aéreas.
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu 0,39% na primeira quadrissemana de outubro, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). No fechamento de setembro, a taxa havia sido de 0,67%, indicando uma desaceleração no ritmo da inflação. No acumulado de 12 meses, o indicador marca avanço de 4,21%.
Analise os principais pontos do indicador:
- A taxa de 0,39% é menor que os 0,67% registrados no fim de setembro.
- No acumulado de 12 meses, a inflação é de 4,21%.
- O grupo Alimentação foi o que mais acelerou, subindo de 1% para 1,27%.
- Habitação e Vestuário foram os únicos grupos que desaceleraram significativamente.
- Tomate, batata e passagens aéreas continuam entre os itens que mais pressionam o preço final.
Dos oito grupos que compõem o índice, dois perderam força nesta leitura. O grupo Habitação, que inclui aluguel e energia elétrica, viu sua taxa cair de 1,99% para 0,21%. Da mesma forma, o Vestuário passou de 0,30% para 0,16%, registrando uma queda expressiva no ritmo de aumento de preços.
Alimentação acelera no novo cálculo
Na direção contrária, seis grupos apresentaram aceleração. O grupo Alimentação teve o destaque negativo, avançando de 1% para 1,27%, o que contribuiu para manter a inflação em patamar elevado. Educação, Leitura e Recreação saiu de -0,23% para 0,27%. Saúde e Cuidados Pessoais passou de 0,17% para 0,19%. Despesas Diversas subiu de 0,08% para 0,09%. Transportes variou de -0,04% para 0,05% e Comunicação de -0,02% para 0,02%.
Itens que mais puxaram o índice para baixo
Entre as principais influências de baixa sobre o índice, a FGV destacou o ingresso de cinema, que passou de -33,03% para -27,79%. O seguro facultativo para veículo caiu de -2,68% para -4,26%. A banana-prata também apresentou queda, passando de -4,07% para -5,48%. A tarifa de eletricidade residencial teve grande variação, saindo de 8,76% para -0,30%. Por fim, o automóvel novo variou de -0,46% para -0,41%.
Pressões de alta continuam em produtos básicos
No sentido oposto, as principais pressões de alta vieram de alimentos e serviços. O tomate variou de 29,64% para 28,87%, enquanto a batata-inglesa ficou em 22,79%, após 23,09%. As passagens aéreas subiram de 4,83% para 5,72%. A cebola, item essencial na cesta do consumidor, saltou de 10,95% para 14,39%. Excursões e tours também registraram alta, passando de 5,42% para 5,23%.
A leitura da primeira quadrissemana de outubro confirma a desaceleração do IPC-S em relação ao fim de setembro, mas mantém a Atenção voltada para o grupo de Alimentação, que continua sendo o motor da inflação no período, devido à sazonalidade e custos de produção.


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