O Banco Central divulgou o relatório Focus, mostrando que a expectativa do mercado financeiro para os juros em 2026 continua estável em 13,25%. Porém, há um otimismo maior para os próximos anos, com a projeção de queda da taxa Selic para 11,75% em 2027 e 10% em 2028, sinalizando um caminho de alívio para o custo do crédito no Brasil.
A mediana das estimativas do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,25%. Considerando apenas as 87 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também ficou estável em 13,25%. As respostas foram enviadas ao Banco Central até sexta-feira (23), antes do segundo turno da eleição presidencial.
Os dados divulgados nesta segunda-feira (26) mostram mudança nas projeções para os anos seguintes. A estimativa intermediária para a Selic no fim de 2027 caiu de 12,00% para 11,75%, após 18 semanas de estabilidade. No recorte das 86 estimativas mais recentes, atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana recuou de 12,00% para 11,50%.
Principais destaques do relatório
- 2026: Projeção da Selic estável em 13,25% no fim do ano.
- 2027: Expectativa de queda da taxa para 11,75% (média geral) e 11,50% (últimas 5 semanas).
- 2028: Projeção recuada de 10,50% para 10,00%.
- 2029: Projeção estável em 10,00% pela 25ª semana consecutiva.
- Copa do Mundo: O relatório foi publicado antes do segundo turno das eleições presidenciais.
Expectativas de médio prazo
Para 2028, a mediana do mercado passou de 10,50% para 10,00%, depois de 16 semanas seguidas sem alteração. A projeção para 2029 permaneceu em 10,00% pela 25ª semana consecutiva.
Cortes recentes e contexto econômico
Em 16 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,00% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo da taxa básica de juros.
Desde março, a Selic acumulou queda de 1,25 ponto porcentual, movimento iniciado no que o Banco Central classificou como um ciclo de calibração da política monetária. Esse processo ocorreu em meio às incertezas sobre os efeitos da guerra do Irã na cadeia global de suprimentos, nos preços de commodities e na inflação.
Cautela do Banco Central
Na ata da reunião, o Copom afirmou que o cenário atual, marcado por aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, exige serenidade e cautela na condução da política monetária.
Com isso, o relatório Focus manteve a projeção da Selic para o fim de 2026 em 13,25%, ao mesmo tempo em que registrou recuo nas medianas esperadas para 2027 e 2028 e estabilidade para 2029.


Imagem criada por inteligência artificial


