A moeda americana recuou nos primeiros negócios desta quarta-feira (4), para R$ 5,4703, após três sessões de alta e com alívio no exterior. Na véspera, o dólar havia fechado em R$ 5,4872, o maior valor desde outubro de 2008.
O dólar começou esta quarta-feira (4) em queda no mercado à vista, seguindo o enfraquecimento da moeda americana no exterior. O movimento também foi influenciado pelo ajuste de posições e pela realização de lucros, depois de três sessões seguidas de alta no Brasil.
Às 9h13, o dólar à vista marcava máxima de R$ 5,4703, com recuo de 0,31%. Na véspera, a moeda americana havia encerrado a R$ 5,4872, no maior nível desde outubro de 2008.
- O dólar abriu em queda de 0,31%, cotado a R$ 5,4703.
- Na véspera, a moeda fechou a R$ 5,4872, maior valor desde outubro de 2008.
- O recuo veio após três altas seguidas e com alívio no mercado externo.
- O petróleo caía no exterior, com Brent abaixo de US$ 102 e WTI perto de US$ 95.
- Agentes financeiros avaliavam a possibilidade de o Banco Central intervir no câmbio vendendo dólares à vista.
No cenário externo, o mercado reagia à vitória expressiva do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato para a Câmara e o Senado dos Estados Unidos. Investidores também acompanhavam os desdobramentos políticos em Washington e os possíveis efeitos sobre a condução da agenda do presidente Donald Trump.
Petróleo e risco geopolítico
O petróleo passou a cair no exterior, com o Brent abaixo de US$ 102 e o WTI próximo de US$ 95, após duas sessões de baixa. Esse movimento reduzia parte do apoio à moeda brasileira, o real.
Analistas do ING afirmaram que, se as eleições nos Estados Unidos transcorrerem sem nova escalada militar nem acordo diplomático, o mercado terá de reavaliar se o prêmio de risco geopolítico embutido nos preços do petróleo pode ser mantido ou começar a diminuir. Na terça-feira, Trump minimizou especulações de que estaria se preparando para ampliar o conflito com o Irã.
Banco Central e ajuste fiscal
No mercado doméstico, agentes financeiros também avaliavam a possibilidade de intervenção do Banco Central no câmbio, por meio de venda de dólares à vista, diante da valorização recente da moeda americana. O ambiente local seguia influenciado pela expectativa em torno de medidas de ajuste das contas públicas e da definição da equipe econômica no quarto mandato do presidente Lula.
Na abertura desta quarta-feira (4), o câmbio combinava alívio externo, queda do petróleo e movimentos de realização de lucros, após o dólar alcançar na véspera o maior patamar em quase duas décadas.


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