O ditador Daniel Ortega, que está no poder há quase 20 anos, cancelou as eleições que estavam previstas para 2027. O governo da Nicarágua respondeu à crítica do Brasil dizendo que respeita a soberania do país e que seus processos eleitorais são democráticos.
O governo da Nicarágua respondeu à nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que criticou o fim das eleições no país, decretado pelo ditador Daniel Ortega.
O governo da Nicarágua respondeu à nota do Brasil. Eles disseram que, dentro da soberania do país, garantem eleições democráticas, livres e transparentes. Também enviaram um abraço ao povo brasileiro e disseram respeitar as instituições do Brasil.
- Daniel Ortega é o ditador da Nicarágua e está no poder há quase 20 anos.
- Ele cancelou as eleições que estavam previstas para 2027.
- Ortega disse que não haverá mais eleições para evitar que a oposição tome o poder.
- O Brasil se preocupou com a fala de Ortega e pediu eleições livres e justas.
- A oposição de Ortega está no exílio e não pode participar da política do país.
O Itamaraty afirmou que vê com preocupação o anúncio do presidente da Nicarágua. A nota destaca que a realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos pilares da democracia, valor com que o Brasil tem um profundo compromisso. O comunicado brasileiro pede que as autoridades do país assegurem ao povo o direito de escolher os seus governantes.
Entenda o que aconteceu na Nicarágua
O ditador Daniel Ortega está no poder há quase 20 anos. Novas eleições estavam previstas para 2027, mas ele disse que não haverá mais eleições. Ele declarou: 'Esqueçam, aqui não haverá mais eleições para que assim tentem tomar o governo e tomar o poder'. A declaração foi feita no aniversário da Revolução Sandinista, no último domingo (19).
Daniel Ortega descartou no domingo (19) qualquer possibilidade de eleições em seu país para evitar que a oposição, no exílio, chegue algum dia ao governo. Ele disse: 'Esqueçam, aqui (na Nicarágua) não haverá mais eleições para que assim tentem tomar o governo e tomar o poder'. A fala foi em um ato pelo 47º aniversário da Revolução Sandinista, celebrado em Manágua.


O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em uma cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (ALBA) em Caracas, em 24 de abril de 2024. Foto: JUAN BARRETO / AFP


