03 de agosto de 2026

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Milei volta a chamar Lula de ladrão e corrupto

Mundo Diplomacia 03/08/2026 08:31 AFP jovempan.com.br

O presidente da Argentina, Javier Milei, repetiu neste domingo (2) as críticas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de 'ladrão' e 'corrupto'. As declarações foram dadas em entrevista à emissora LN+ e acontecem uma semana após as falas terem gerado crise diplomática entre os dois países.

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva neste domingo (2), chamando-o de "ladrão" e "corrupto". As novas declarações foram feitas em entrevista à emissora LN+, uma semana depois de suas falas terem provocado uma crise diplomática entre os dois países, que são as maiores economias da América do Sul.

"Ele é um ladrão, é um corrupto, foi condenado por roubo e corrupção, esteve preso, por isso também é verdade chamá-lo de presidiário. E não só isso: ele foi solto por uma falha administrativa no procedimento, não por ser inocente", disse o presidente ultraliberal.

Entenda o caso

  • Milei acusa Lula de crimes de corrupção, mas os casos citados foram anulados pela justiça brasileira.
  • O ex-presidente Lula foi preso em 2018 e solto em 2019 após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
  • A crise diplomática começou após comentários de Milei sobre Lula em evento nos Estados Unidos.
  • O governo brasileiro considerou as falas agressivas e convocou o embaixador para explicações.
  • Milei mantém posição radical contra a esquerda e já teve desentendimentos com outros líderes mundiais.

A entrevista

Na entrevista, Milei insistiu nas acusações, mesmo após o mal-estar gerado. Ele não citou diretamente o governo brasileiro, mas suas palavras indicam que não pretende recuar das críticas ao ex-presidente.

A resposta do brasil ainda não veio, mas analistas acreditam que as relações entre os países podem esfriar ainda mais.

Milei, que é de direita, já havia chamado Lula de "corrupto" em outras ocasiões, mas agora a situação escalou para um novo nível, exigindo atenção dos dois governos.