O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que o Irã enfrentará as sanções mais severas já aplicadas, mas que novos ataques militares são improváveis, focando em isolamento econômico.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse nesta quinta-feira (20) que o Irã terá as "sanções mais duras da história", mas que dificilmente os ataques americanos serão retomados. Em entrevista à CNBC, ele afirmou que os EUA buscarão aliados para um isolamento econômico coordenado do Irã e advertiu que o Tesouro e o governo Trump agirão contra quem transferir dinheiro, comprar petróleo ou fizer negócios com o país persa.
- Os EUA vão punir qualquer país ou empresa que comprar petróleo do Irã ou fizer negócios com o país.
- O objetivo é isolar totalmente o Irã para enfraquecer o regime liderado pelos aiatolás.
- Bessent disse que a pressão econômica funcionou em outros países, como Venezuela e Cuba.
- Ele afirmou que os EUA não devem retomar os ataques militares contra o Irã.
- O secretário criticou o G20, dizendo que o grupo precisa focar no crescimento econômico global.
Segundo ele, todos os países precisarão escolher um lado: se vão negociar ou não com o Teerã. "Pressão econômica significa que vamos isolá-los para acabar com o regime", enfatizou.
Pressão sobre o petróleo
O secretário apontou não ter certeza do porquê o petróleo subiu tanto, já que Washington tem o controle do Estreito de Ormuz. "A pressão funcionou na Venezuela, está funcionando em Cuba e irá funcionar no Irã".
Questionado se sancionará a China, ele respondeu que "algumas conversas são melhores em privado". Bessent acrescentou que fará uma coletiva de imprensa sobre a pressão econômica contra o Irã na segunda-feira (24).
Críticas ao G20
Ele também criticou o G20, ao comentar que o grupo tem muito o que mudar em regulação econômica e que é preciso voltar para a missão central de aumento do Produto Interno Bruto (PIB) global.
Segundo ele, a Europa deveria estar seguindo o Relatório Draghi para aumentar o crescimento. O relatório de 2024 alerta sobre a perda de competitividade econômica da União Europeia (UE) frente aos EUA e China.
Economia dos EUA
Sobre a economia doméstica, ele frisou que empresas esperam grande retorno financeiro e de produtividade dos investimentos em inteligência artificial (IA), com muita emissão de dívidas de longo prazo para financiar a tecnologia. "Tudo que vemos em termos de ganhos de empresas e atividade econômica está forte", apontou.


Ele também criticou o G20 (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)


