Líderes de Brasil, Rússia, China e outros países chegam a Nova Délhi para definir o futuro da cooperação entre nações emergentes. O evento, que acontece neste fim de semana, debaterá comércio, paz e novos sistemas de pagamento internacionais, marcando um dos primeiros grandes encontros diplomáticos pós-pandemia.
Líderes e representantes internacionais desembarcaram em Nova Délhi, Índia, para a 18ª edição da Cúpula do BRICS. O evento ocorre neste sábado, dia 12, e termina no domingo, dia 13, no complexo chamado Bharat Mandapam. A cerimônia de abertura está marcada para as 14h no horário local da Índia, o que corresponde às 5h30 da manhã no horário de Brasília e Salvador.
Pouco depois da abertura, às 14h35 locais (6h05 no Brasil), começa a primeira sessão fechada. O tema central desta discussão inicial é a criação de uma governança global mais justa e o fortalecimento do sistema de regras que rege as relações entre os países.
Principais destaques e participantes da Cúpula
- O Brasil será representado pelo chanceler Mauro Vieira, já que o presidente Lula fica no país devido ao período eleitoral.
- A ex-presidente Dilma Rousseff participa do evento à frente do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do BRICS.
- O presidente da China, Xi Jinping, chega à cidade em sua primeira visita à Índia em sete anos.
- Chegam também líderes de Rússia, África do Sul, Irã, Egito e Indonésia, além de representantes de nações convidados.
- Os debates focam em comércio, energia, pagamento internacional e a resolução de conflitos armados no mundo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poderá comparecer presencialmente porque o Brasil está em meio a um período eleitoral. Para ocupar seu lugar, o governo brasileiro enviou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Além dele, a ex-presidente Dilma Rousseff também está presente, exercendo o cargo de presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, uma instituição financeira criada pelos países do bloco para financiar projetos de infraestrutura.
A presença de diversas chefias de estado marca a importância do encontro. Estão confirmados os presidentes Vladimir Putin, da Rússia; Cyril Ramaphosa, da África do Sul; Masoud Pezeshkian, do Irã; e Abdel Fattah el-Sisi, do Egito. A delegação indonésia é liderada por Prabowo Subianto, enquanto a Etiópia é representada pelo primeiro-ministro Abiy Ahmed.
Entre os convidados especiais, destaca-se a presença do príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Ele representa os Emirados Árabes Unidos, que buscaram recentemente a adesão ao bloco. Essa reunião simboliza a tentativa dos países emergentes de ampliar sua influência política e econômica na arena mundial.
A chegada do presidente da China, Xi Jinping, ganhou grande destaque na mídia. O ato marca a primeira vez que ele visita a Índia em aproximadamente sete anos. Existe a expectativa de que ele tenha uma reunião bilateral, ou seja, privada, com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, para discutir temas sensíveis e ampliar a cooperação econômica entre as duas gigantes asiáticas.
Antes da grande cúpula, já ocorreram diálogos importantes na véspera. Na sexta-feira, Vladimir Putin e Narendra Modi se reuniram para tratar sobre comércio, energia, defesa e os conflitos atuais na Ucrânia e no Oriente Médio. Durante o encontro, os dois líderes reafirmaram o compromisso de aumentar o comércio entre Rússia e Índia para a marca de US$ 100 bilhões até o final da próxima década.
Agenda política e econômica global
A pauta de discussões da 18ª Cúpula do BRICS é vasta. Os líderes debaterão formas de reformar as instituições de governança global para dar mais voz aos países em desenvolvimento. Outro ponto central é o aumento do comércio entre os membros do grupo, buscando criar um mercado mais integrado e autossuficiente entre si.
Além disso, os sistemas internacionais de pagamento estão na mesa de negociações. O objetivo é reduzir a dependência do dólar e do euro em transações financeiras, utilizando moedas locais quando possível. Assuntos relacionados à inovação tecnológica, à sustentabilidade ambiental e à segurança energética também compõem a lista de prioridades das delegações.
Finalmente, os conflitos internacionais que ameaçam a paz mundial serão alvo de pressão diplomática do grupo. O objetivo é buscar soluções que respeitem a soberania dos povos e reforcem o diálogo em vez do uso da força. A cobertura completa do evento está sendo realizada por jornalistas convidados pelo governo indiano, garantindo que a população acompanhe os desdobramentos dessa importante etapa da diplomacia contemporânea.


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