13 de outubro de 2026

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Justiça dos EUA decide hoje a sentença do homem que matou Tupac

Mundo Tupac 13/10/2026 08:32 Eliseu Caetano - Jovem Pan jovempan.com.br

Duane Davis, de 63 anos, condenado por organizar o assassinato do rapper Tupac Shakur em 1996, enfrenta nesta terça-feira a definição de sua pena, podendo pegar prisão perpétua sem chance de liberdade condicional.

A Justiça dos Estados Unidos deve anunciar nesta terça-feira (13) a sentença de Duane Davis, conhecido como Keffe D, de 63 anos. Ele foi condenado por organizar o assassinato do rapper Tupac Shakur, uma das maiores estrelas da história do hip-hop. O crime ocorreu em setembro de 1996, em Las Vegas, no estado de Nevada, e ficou sem solução por quase 30 anos.

Davis foi considerado culpado por homicídio em primeiro grau, com uso de arma de fogo, em 31 de agosto deste ano. Ele é a única pessoa processada criminalmente pela morte do artista. A pena máxima que pode receber é a prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.

  • Duane Davis tem 63 anos e foi condenado por organizar o assassinato.
  • O crime ocorreu em 1996 em Las Vegas, ficando sem resposta por 30 anos.
  • Tupac tinha apenas 25 anos e foi atingido por quatro disparos.
  • A motivação foi uma disputa entre gangues rivais de Los Angeles.
  • Davis pode pegar prisão perpétua sem chance de liberdade condicional.

O dia do crime

Tupac tinha apenas 25 anos quando foi baleado na noite de 7 de setembro de 1996. O rapper estava no banco do passageiro de um carro BMW dirigido por Marion Suge Knight, empresário do ramo musical. Eles estavam nas proximidades da famosa avenida Las Vegas Strip. Um carro Cadillac branco se aproximou do veículo enquanto parados em um sinal vermelho, e um dos ocupantes abriu fogo. Tupac foi atingido por quatro disparos e morreu seis dias depois, no dia 13 de setembro. Knight sobreviveu ao ataque.

De acordo com os promotores, o assassinato foi motivado por uma briga entre gangues rivais de Los Angeles. Algumas horas antes do crime, Tupac e integrantes de seu grupo haviam agredido Orlando Baby Lane Anderson, sobrinho de Davis, dentro do cassino MGM Grand. A confusão aconteceu na mesma noite em que Las Vegas recebeu uma luta de boxe entre Mike Tyson e Bruce Seldon.

A vingança de Davis

A acusação argumentou que Davis decidiu vingar a agressão. Ele reuniu outros três homens e saiu à procura do rapper. Embora não tenha sido acusado de ser o atirador, ele teria fornecido a arma utilizada no assassinato e coordenado a ação. Pela lei de Nevada, quem participa da organização de um homicídio também pode responder criminalmente pela morte.

Revelações do acusado

O caso ganhou um novo rumo depois que o próprio Davis começou a falar publicamente sobre sua participação no crime. Em entrevistas e no livro autobiográfico Compton Street Legend, publicado em 2019, ele afirmou que estava dentro do Cadillac e que entregou a arma aos ocupantes do banco traseiro. Essas declarações se tornaram peças centrais da investigação que resultou em sua prisão, em setembro de 2023.

Durante o julgamento, a defesa argumentou que Davis havia inventado ou exagerado suas histórias para ganhar dinheiro e notoriedade. Os advogados também questionaram a ausência de provas físicas que ligassem diretamente o acusado ao assassinato. Os jurados, entretanto, consideraram as provas suficientes para a condenação. Depois de ouvir testemunhas ao longo de várias sessões, o júri chegou ao veredito em aproximadamente três horas. Davis anunciou que pretende recorrer da decisão.

O mistério do atirador

Apesar da condenação, uma das principais perguntas sobre o assassinato continua sem resposta definitiva: quem efetivamente disparou contra Tupac Os outros três homens apontados como ocupantes do Cadillac, incluindo Orlando Anderson, já morreram.

O processo também trouxe novamente à tona o nome do produtor musical Sean Diddy Combs. Davis havia alegado publicamente que Combs ofereceu dinheiro para matar Tupac e Suge Knight. O empresário sempre negou qualquer envolvimento no assassinato e não foi acusado nesse processo. A promotoria de Nevada informou que, até o momento, não existem provas suficientes para apresentar novas acusações contra outras pessoas.

Familiares de Tupac, incluindo seus irmãos Maurice Mopreme Shakur e Sekyiwa Set Shakur, devem participar da audiência desta terça-feira. A sentença representa uma etapa decisiva de um dos casos criminais mais conhecidos da história da música americana. A morte de Tupac, em 1996, e o assassinato do rapper Notorious B.I.G., seis meses depois, marcaram uma das fases mais violentas da rivalidade entre grupos ligados ao hip-hop das costas Leste e Oeste dos Estados Unidos. Trinta anos depois, a Justiça americana se prepara para definir a punição do único homem condenado pelo assassinato de Tupac Shakur.