O governador Ronaldo Caiado criticou o senador Flavio Bolsonaro por usar uma reunião com embaixadores para espalhar informações falsas sobre as urnas eletrônicas brasileiras, em vez de discutir temas importantes para o país.
Em postagem na sua conta na rede X, nesta quarta-feira (22), o pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD), ironizou o conteúdo da fala do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma reunião com embaixadores e representantes diplomáticos estrangeiros. Flávio citou uma informação falsa sobre as urnas eletrônicas brasileiras.
- Ronaldo Caiado criticou a reunião de Flávio Bolsonaro com diplomatas por focar em urnas eletrônicas em vez de negócios.
- Flávio Bolsonaro espalhou uma informação falsa de que as urnas brasileiras são da empresa venezuelana Smartmatic.
- O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já desmentiu essa informação, afirmando que as urnas são brasileiras e produzidas sob licitação pública.
- A reunião contou com representantes de 42 países, incluindo Estados Unidos e Alemanha.
- Caiado sugeriu que o evento poderia ter sido usado para vender soja, abrir mercados e atrair investimentos.
42 embaixadores numa sala. Dava para vender soja. Dava para abrir mercado para indústria. Dava para atrair investimento. Escolheram falar de urna eletrônica, escreveu Ronaldo Caiado em suas redes sociais.
A citação às urnas se deu em uma palestra promovida pela consultoria Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, nesta terça (21), em Brasília. Flávio disse que os Estados Unidos denunciaram fraudes nas eleições da Venezuela e que as urnas utilizadas no país são da empresa Smartimatic, segundo ele, a mesma que fornece equipamentos à Justiça Eleitoral brasileira.
Estavam presentes no encontro membros do corpo diplomático de 42 países, como Estados Unidos, Israel, Reino Unido, África do Sul, Austrália, Paraguai, União Europeia e Alemanha, entre outros. O pré-candidato a presidente do PL disse que não estava questionando o sistema de votação brasileiro, mas pediu que os países mandem observadores para nossas eleições, e falou sobre suspeitas que envolvem a empresa venezuelana.
Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, é que tenha uma programação para alteração das votações nos Estados Unidos, afirmou Flávio, acrescentando depois o dado equivocado: Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana.
Segundo esclarecimento antigo publicado na seção Fato ou Boato do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Em 2017, quando a informação falsa começou a viralizar nas redes, o TSE publicou uma nota desmentindo a notícia.
As urnas eletrônicas brasileiras foram projetadas por técnicos a serviço da Justiça Eleitoral e são produzidas, sob a sua direta coordenação, por empresas selecionadas por meio de processos licitatórios públicos e de ampla concorrência, diz a nota, que foi republicada no dia 8 de julho deste ano.


Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil


