06 de agosto de 2026

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PGR pede que ministro do STJ perca cargo após acusação de assédio

Política Justiça 06/08/2026 15:32 Nícolas Robert, Jovem Pan jovempan.com.br

Após o CNJ acabar com a aposentadoria compulsória para juízes, a PGR passou a defender a punição máxima: a perda do cargo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta quinta-feira (6) que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi seja punido com a perda do cargo e afastamento da magistratura. Isso acontece no processo que apura denúncias de assédio sexual, importunação sexual e injúria. A posição foi apresentada durante o julgamento na Corte, que ainda vai decidir sobre o caso.

  • Buzzi nega todas as acusações desde o início das investigações.
  • Ele está afastado das funções desde fevereiro, quando as denúncias vieram a público.
  • O CNJ extinguiu a aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes em processos disciplinares.
  • Se for condenado, será a primeira vez que um ministro do STJ perderá o cargo por esse motivo.
  • Mesmo afastado, ele continuou recebendo salário, mas está proibido de entrar no tribunal.

A PGR havia sugerido antes a aposentadoria compulsória. Porém, mudou de ideia depois que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acabou com esse tipo de punição para juízes em processos disciplinares. O STJ, então, pode aplicar a pena máxima.

Caso a maioria dos ministros concorde com a procuradoria, será a primeira vez que um ministro do STJ será punido com a perda do cargo. Isso mostra a gravidade das acusações, que envolvem assédio sexual e importunação sexual.

Buzzi está afastado desde fevereiro, quando as denúncias se tornaram públicas. Ele nega tudo. Além do afastamento, o STJ decidiu que ele não pode entrar no tribunal. Mesmo assim, ele continuou a receber salário durante esse período.