Nesta sexta-feira, a Venezuela anunciou a libertação de 131 presos políticos, incluindo uma mulher acusada de participar de um atentado contra o ex-presidente Nicolás Maduro. A medida ocorre após promessa da líder da oposição nas negociações com o governo interino.
O governo da Venezuela anunciou nesta sexta-feira (14) a libertação de 131 presos políticos, incluindo uma mulher acusada de participar de um atentado contra o ex-presidente Nicolás Maduro. A medida é resultado das negociações entre o governo interino e a oposição.
Dinorah Figuera, líder da delegação da oposição, havia prometido na quinta-feira trabalhar pela libertação dos presos. O processo é patrocinado pelos Estados Unidos.
- A libertação inclui 131 pessoas que estavam detidas por suposta participação em crimes.
- Entre os libertados está uma mulher acusada de atentado contra Nicolás Maduro.
- Até 10 de agosto, havia 391 presos políticos no país.
- As negociações buscam uma transição política após a queda de Maduro.
- O secretário de Estado dos EUA celebrou a medida como um passo crucial.
Primeiras libertações
Uma das primeiras a ser solta foi Emirlendris Benítez, detida desde 2018, quando estava grávida. Ela foi condenada a 30 anos de prisão por suposto envolvimento em atentado com drones. Organizações de direitos humanos denunciaram que ela sofreu tortura e aborto espontâneo.
Outras cinco mulheres também foram libertadas. O Foro Penal confirmou a libertação de pelo menos 40 presos políticos até o final da tarde.
Reações
Ángeles Tirado, familiar de detidos, comemorou a notícia. "Sinto-me feliz, satisfeita com o que está acontecendo", disse à AFP. Figuera também celebrou, pedindo liberdade plena para todos.
O Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos divulgou imagens de um grupo de 25 ex-presos do caso Plaza Venezuela, libertados da prisão de Rodeo I.


O presidente da Venezuela e candidato à reeleição, Nicolás Maduro, agita uma bandeira. (EFE/Henry Chirinos)


