18 de agosto de 2026

pt-br

Aliados de Tarcísio querem um discurso mais próximo do povo

Política Campanha 18/08/2026 15:36 Beatriz Manfredini - Jovem Pan jovempan.com.br

Aliados do governador de São Paulo querem que ele fale de forma mais simples e humana, sem tantos números, principalmente sobre segurança e violência contra a mulher.

Aliados do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanoss), querem que ele mude a forma de falar nas próximas entrevistas e debates. Eles acham que Tarcísio já mostrou que conhece bem os problemas do estado e sabe usar números, mas precisa falar de um jeito mais próximo da vida das pessoas.

A ordem é falar de um jeito menos técnico e usar temas que as pessoas entendam e se importem. A equipe de campanha também está preparando novas respostas para assuntos que poderiam ter sido melhores no primeiro debate contra Fernando Haddad (PT), na TV Band.

  • Tarcísio quer falar menos sobre números e mais sobre o dia a dia das pessoas.
  • A segurança pública e a violência contra a mulher são temas que precisam de um discurso mais humano.
  • No primeiro debate, Tarcísio poderia ter atacado mais Haddad sobre o custo de vida.
  • A campanha de Tarcísio vai rebater a proposta de Haddad de usar câmeras corporais sempre ligadas nos policiais.
  • Tarcísio também vai criticar a ideia de Haddad de registrar boletim de ocorrência pelo WhatsApp, por causa do risco de golpes.

Um aliado disse que Tarcísio precisa mostrar menos números e mais a sua 'honestidade de propósito', ou seja, a vontade de fazer mudanças de verdade na sociedade.

Essa mudança já começou. Numa sabatina na segunda-feira (17), Tarcísio falou sobre segurança e disse: 'essa melhora não é percebida, ela demora para ser percebida. E não adianta eu ficar aqui falando de números'.

Os temas que a equipe quer mudar são principalmente os de segurança. Um deles é a violência contra a mulher e os casos de feminicídio.

Os aliados acham que Tarcísio poderia ter aproveitado esse assunto para explicar que a redução nos registros de casos se deve a um melhor atendimento às mulheres e famílias, e a um reconhecimento maior dos casos.

Sobre a segurança pública, a campanha vai contestar pontos do plano do PT. Um dos alvos é a proposta de Haddad de usar câmeras corporais sempre ligadas nos policiais, sem precisar de acionamento. A equipe de Tarcísio calculou que isso aumentaria o custo anual em 540%, além de precisar de um novo data center para guardar os dados.

Outra proposta de Haddad que será atacada é a de fazer boletim de ocorrência pelo WhatsApp. A equipe de Tarcísio acha que isso pode dar chance para golpes e perfis falsos se passarem pela polícia e roubarem dados das vítimas.

Também acharam que Tarcísio errou em não atacar Haddad diretamente. Eles acham que ele poderia ter falado sobre coisas que afetam o bolso do povo, como o preço nos supermercados, para questionar o ex-ministro da Fazenda.

No fim, a equipe acha que ainda precisa ajustar o que o governo fala com o que a campanha vai falar daqui pra frente.