Gilbson Júnior, condenado por homicídio, afirmou em depoimento à Polícia Federal que teve encontros com o governador Carlos Brandão e seu sobrinho Daniel no Palácio dos Leões. Ele também recebeu uma vaga de garagem no local e disse ter sido pressionado a cometer o crime por disputas de dinheiro. A investigação é acompanhada pelo STF.
Gilbson Júnior, condenado pelo assassinato de um homem em São Luís, afirmou em depoimento à Polícia Federal que frequentava o Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão, para reuniões com o governador Carlos Brandão (MDB) e Daniel Brandão, sobrinho do chefe do Executivo. Segundo o relato, ele chegou a receber uma vaga de garagem no local para facilitar o acesso. "Eu tinha uma vaga [de garagem] no Palácio dos Leões. Eu chegava, entrava, a vaga número seis iluminada.
- Gilbson é condenado por homicídio em São Luís.
- Ele confessa acesso livre ao Palácio dos Leões com vaga particular.
- Encontros começaram 2021, quando Brandão era vice-governador.
- Homicídio de 2022 estaria ligado a disputa por repasses de dinheiro.
- Família do condenado recebia pagamentos mensais em dinheiro vivo.
Segundo informações do G1, Gilbson disse ainda que os encontros começaram em 2021, quando Brandão ainda era vice-governador, inicialmente para tratar de negócios envolvendo terras. O depoimento também relaciona o homicídio de João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022, a uma disputa por repasses de dinheiro. Gilbson afirmou que foi pressionado a entregar valores e recebeu ameaças antes de atirar contra a vítima.
Pagamentos e orientações após o crime
Após o crime, ele declarou ter sido orientado a se apresentar à polícia e permanecer em secretário. Segundo o condenado, familiares passaram a receber pagamentos mensais em dinheiro vivo, que teriam começado em R$ 40 mil e posteriormente caíram para R$ 15 mil. As declarações integram uma investigação atualmente acompanhada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Flávio Dino. Daniel Brandão foi afastado do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) por 180 dias por decisão do ministro. Carlos Brandão e Daniel negam irregularidades.


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