24 de agosto de 2026

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Fachin e Janja se reúnem para combater violência contra a mulher

Política Violencia 24/08/2026 15:37 Estadão Conteúdo jovempan.com.br

Em encontro no STF, primeira-dama e ministro vão discutir como acelerar a proteção de mulheres em situação de perigo.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, vai receber a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, nesta segunda-feira (24) para discutir ações de combate à violência contra a mulher. O encontro, marcado para as 14h, foi solicitado pela própria Janja e será focado em fortalecer a proteção de vítimas e tornar o Estado mais rápido em situações de risco.

Na reunião, Fachin deve apresentar o que o Judiciário está fazendo dentro do Pacto dos Três Poderes Contra o Feminicídio. Também será mostrado como colocar em prática uma decisão do STF que ampliou as medidas protetivas da Lei Maria da Penha para casos que não acontecem apenas dentro de casa.

  • O encontro foi pedido por Janja ao presidente do STF.
  • O pacto reúne os três poderes para combater o feminicídio.
  • A Lei Maria da Penha agora pode valer em situações fora do ambiente familiar.
  • Há cinco prioridades para agilizar as medidas protetivas.
  • A campanha Todos por Todas será divulgada para mobilizar a sociedade.

O que é o Pacto contra o Feminicídio

O pacto tem cinco objetivos principais: acelerar o cumprimento das medidas protetivas, fortalecer as redes de enfrentamento à violência, ampliar ações educativas e preventivas, aperfeiçoar a atuação coordenada das instituições e responsabilizar os agressores para acabar com a impunidade. Faz parte do pacto uma campanha chamada Todos por Todas, que busca engajar a população na causa.

Prioridades da Justiça

O presidente da Corte também detalhará cinco prioridades para tornar a proteção às mulheres mais efetiva. Entre elas estão: acelerar a concessão e o cumprimento das Medidas Protetivas de Urgência (MPUs), estabelecer critérios nacionais para acompanhar essas ordens e ampliar a troca de informações entre tribunais e forças de segurança.

Outra frente é criar procedimentos nacionais para aproximar o Judiciário, a segurança pública e a rede de proteção às vítimas. O objetivo é reduzir o tempo entre a identificação de um risco e a ação do Estado, para evitar que ameaças se tornem casos de violência grave ou feminicídio.