Descubra quem são os seis candidatos que disputam o governo da Bahia em 2026, incluindo Jerônimo Rodrigues e ACM Neto, com detalhes sobre suas trajetórias e partidos.
As eleições de 2026 serão um momento decisivo para a política baiana, com seis nomes na disputa pelo Palácio de Ondina. O atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), busca manter a gestão comunista que governa o estado desde 2007. De outro lado, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), tenta devolver o comando do estado à direita, repetindo uma estratégia que já tentou em 2022.
Ao todo, outros quatro candidatos compõem a chapa, representando diferentes espectros ideológicos. Entre eles estão nomes experientes e estreantes, ampliando o leque de opções para o eleitorado baiano. A seguir, apresentamos o perfil detalhado de cada um dos concorrentes, suas histórias e a razão de estarem na disputa.
- Jerônimo Rodrigues (PT) tenta a reeleição como governador.
- ACM Neto (União Brasil) volta a disputar o cargo após o fracasso em 2022.
- Maria Bona (PCO) será a única mulher na disputa pelo governo.
- O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro de 2026.
- Além dos dois principais nomes, há quatro candidaturas independentes ou de esquerda radical.
ACM Neto busca retorno ao Executivo
Antônio Carlos Magalhães Neto, conhecido como ACM Neto, tem 53 anos e é advogado. Natural de Salvador, ele é um dos nomes mais conhecidos da política baiana, sendo neto do saudoso ACM e sobrinho de Luis Edson Magalhães. Sua carreira começou no Congresso Nacional, onde foi deputado federal de 2003 a 2012.
Posteriormente, ACM Neto governou a capital baiana por dois mandatos, de 2013 a 2020. Desde 2024, está fora de cargos eletivos, atuando como dirigente do União Brasil. Em 2026, ele aposta no voto dividido para vencer Jerônimo no segundo turno, criticando a vinculação excessiva com decisões federais.
Ariel Capistrano, o empresário estreante
Ariel Capistrano, do Democracia Cristã (DC), é o mais jovem dos candidatos principais, com 39 anos. Natural de Feira de Santana, ele se apresenta como empresário e declara ter apenas ensino médio incompleto. Esta é a sua primeira vez concorrendo a um cargo público, buscando romper o domínio tradicional das figuras históricas da política baiana.
A candidatura de Capistrano reflete a busca por novos perfis na política local. Ele tenta construir uma identidade própria, afastada das grandes redes de patrocínio e apoiando-se em bases locais da região de Feira de Santana.
Aroldo Félix, o professor universitário
Aroldo Felix de Azevedo Júnior, do Uph (UP), tem 43 anos e é natural da Paraíba, mas reside em Salvador desde 2023. Doutor em Engenharia Química, sua passagem pela política nasceu nos movimentos estudantis, onde liderou o DCE da Universidade Federal de Campina Grande.
Hoje, Aroldo é professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e integra a coordenação de movimentos de luta de classes. Ele já disputou o governo de Sergipe e agora tenta sua estreia no pleito baiano, focando em pautas sociais e acadêmicas.
Jerônimo Rodrigues defende a continuidade
Jerônimo Rodrigues, candidato do PT, tem 61 anos e é o atual mandatário de Aiquara. Engenheiro agrônomo e professor, ele ganhou experiência em cargos de gestão, tendo liderado as secretarias de Desenvolvimento Rural e Educação durante o governo de Rui Costa.
Eleito em 2022 para seu primeiro cargo eletivo, Jerônimo busca a reeleição para consolidar o projeto de longo prazo do PSB, que mantém presença no poder estadual há quase duas décadas. Sua campanha foca na continuidade dos programas de assistência social e infraestrutura rurais já iniciados.
Maria Bona, a pioneira feminina
Maria Bona Carrara de Sumbuy, do Partido da Causa Operária (PCO), tem 73 anos e é natural de São Paulo. Aposentada e moradora de Rio de Contas desde 1989, ela disputa sua primeira eleição majoritária. Sua presença marca o retorno de uma mulher à disputa pelo governo da Bahia, algo não visto desde a candidatura de Célia Sacramento, em 2018.
Maria Bona representa uma corrente de esquerda radical, focada na militância sindical e na defesa de políticas sociais progressistas, buscando mobilizar bases antigas de luta de classes.
Ronaldo Mansur, o veterano do PSOL
Ronaldo Mansur, do PSOL, tem 46 anos e é de Alagoinhas. Técnico em meio ambiente e estudante de Direito, ele é um dos fundadores do PSOL e atua como presidente estadual da sigla e da Federação PSOL-Rede. Sua trajetória política começou cedo, aos 11 anos, nos movimentos estudantis.
Mansur já disputou a vice-governadoria das eleições baianas em 2014 e 2022. Em 2026, ele concorre pela primeira vez ao cargo máximo do executivo estadual, trazendo como bandeira a defesa de direitos sociais e a participação popular nas decisões públicas.
O primeiro turno das eleições de 2026 ocorrerá em 4 de outubro. Na data, os eleitores baianos decidirão também o presidente da República, senadores e deputados, num dia que definirá o cenário político nacional e estadual.


Divulgação / TSE




