11 de setembro de 2026

pt-br

Alexandre de Moraes cobra julgamento conjunto no caso Banco Master

Política STF 11/09/2026 15:20 Bastidores CNN / CNN Brasil cnnbrasil.com.br

Ministro do STF quer que o caso de Andrei Mendonça seja julgado junto com o seu, acusando seletividade na retirada de sigilos

Alexandre de Moraes defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) realize um julgamento conjunto das questões relacionadas ao inquérito do Banco Master. Ao programa Bastidores CNN, exibido na sexta-feira (11), o apresentador Gustavo Uribe e a analista Isabel Mega comentaram a estratégia adotada pelo ministro antes da sessão plenária marcada para terça-feira (15).

Segundo Uribe, a movimentação de Moraes indica uma tentativa de demonstrar que há discriminação ou favorecimento (seletividade) na forma como as investigações estão sendo conduzidas. O analista destacou que Moraes tenta atrair votos de ministros como Dias Toffoli e Carmen Lúcia, cujas posições finais ainda são incertas para o público.

Pressão política e judicial pela transparência

O âncora destacou o argumento central que Moraes tem usado diante de Edson Fachin, presidente da Corte: "Se vão votar em plenário o meu caso, por que não votar o caso do André Mendonça também". Essa posição busca forçar a discussão simultânea dos dois temas.

Para Isabel Mega, a situação mostra que não existe paz entre os juízes, indicando uma confronto direto entre as visões de Moraes e Mendonça. A analista explicou que os ministros estão enviando comunicados oficiais para a presidência do tribunal, pedindo que Fachin decida as pendências.

Decisão sobre o sigilo dos documentos

Na tarde de sexta-feira, Fachin aceitou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A medida determinou que André Mendes tem apenas 24 horas para remover o sigilo de todos os documentos ligados ao caso Master.

Isabel Mega notou que a pressão por essa abertura total de dados também vem do cenário político. Tanto grupos próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto apoiadores de Flávio Bolsonaro têm defendido que tudo seja investigado sem privilégios, enviando um recado de que não haverá impunidade.

  • Moraes quer que o STF julgue o caso dele junto com o de Andrei Mendonça;
  • A medida visa provar que não há tratamento diferente entre os investigados;
  • Fachin deu apenas 24 horas para Mendonça tirar o sigilo dos arquivos;
  • Há confronto direto na cúpula do tribunal sobre a condução das provas;
  • Políticos de diferentes partidos também cobram que todas as informações sejam tornadas públicas.

Isabel Mega observou ainda que Moraes encontrou uma falha na decisão tomada por Fachin na noite de quinta-feira (10). Naquela ocasião, Fachin limitou a retirada de sigilos apenas ao relator do caso, que é André Mendonça.

"Quando chega ao seu gabinete, Mendonça toma a decisão que bem entende e não retira o sigilo por completo. É por essa decisão que Alexandre de Moraes aponta que, na avaliação dele, há uma seletividade", afirmou a analista.