13 de outubro de 2026

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Direita libera bancada e PEC 6x1 deve ser aprovada no Senado

Política Trabalho 13/10/2026 08:30 Cassius Zeilmann - Jovem Pan jovempan.com.br

Partidos de oposição, incluindo o PL, mudaram de estratégia e deverão apoiar o fim da escala 6x1. A decisão foi tomada para evitar prejuízos eleitorais na campanha de Flávio Bolsonaro. Senadores da direita agora votam a favor da proposta aprovada na Câmara.

Com a aproximação da votação da proposta que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1, senadores da direita devem apoiar a PEC para evitar desgaste político nas eleições de 2026.

Os partidos de oposição realizaram cálculos políticos e o indicativo é de que há pouco espaço para mudanças no texto e para a apreciação de emendas. A tendência é que as legendas liberem as bancadas e votem a mesma proposta que já foi aprovada na Câmara dos Deputados.

  • O que mudou: A estratégia da oposição deixou de ser a obstrução do debate e passou a ser a aprovação da matéria.
  • O motivo: Há o receio de que votar contra a PEC cause danos maiores à imagem e à campanha do candidato à presidência, Flávio Bolsonaro.
  • O contexto: O presidente Lula pressionou os senadores, e líderes do PL reavaliaram a posição da sigla.
  • O cenário: O governo Lula tem maioria no Senado e deve votar o texto ainda nesta semana.
  • O impacto: A mudança sinaliza que a alteração na legislação trabalhista brasileira é quase certa para 2026.

Estratégia do PL é reavaliada por pressão política

O Partido Liberal (PL) vinha discutindo internamente formas de evitar prejuízos eleitorais para o candidato Flávio Bolsonaro (PL) na votação da 6×1. A estratégia traçada até a semana passada era esvaziar as sessões plenárias, tentar obstruir as discussões e ganhar tempo para empurrar a análise da PEC para depois do segundo turno das eleições presidenciais. No entanto, o termômetro em Brasília indica que o governo tem a maioria e votará o texto ainda nesta semana.

O posicionamento e as cobranças feitas pelo presidente Lula (PT) fizeram o PL reavaliar os próximos passos. Senadores da oposição, entre eles o governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), fizeram coro para a aprovação da matéria. Há um entendimento generalizado de que, se Flávio Bolsonaro votar contra a PEC, o dano à sua imagem e à sua campanha poderia ser ainda maior do que o apoio à proposta.