26 de outubro de 2026

pt-br

Mundo parabeniza Lula e vê vitória do progresso global

Política Eleições 26/10/2026 14:08 Folhapress / Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br São Paulo SP

Líderes internacionais, incluindo Macron, Zelenski e Espriella, celebraram a vitória de Lula nas eleições de 2026. O presidente da Colômbia destacou que, apesar de diferenças ideológicas, Brasil e Colômbia são países irmãos. A imprensa mundial e chefes de Estado de diversas regiões elogiaram o resultado, que foi considerado uma 'virada do progressismo global' e um triunfo para a democracia.

Líderes mundiais continuaram a parabenizar, nesta segunda-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmou que ele e Lula têm "grandes e profundas diferenças políticas e ideológicas". No entanto, concordam que Brasil e Colômbia "são países irmãos e precisam um do outro". "Nenhuma consideração pode estar acima dos interesses de nossas nações", escreveu, acrescentando que, quando "o povo se manifesta nas urnas, sua vontade é sagrada".

  • Lula venceu Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026 após uma disputa acirrada.
  • Macron defendeu o fortalecimento da parceria estratégica entre França e Brasil.
  • Zelenski agradeceu o apoio do Brasil à soberania da Ucrânia.
  • O Kremlin expressou satisfação com a reeleição de Lula e o papel no BRICS.
  • A liderança europeia e asiática classificou a vitória como um triunfo do multilateralismo.

Reações da América Latina e Europa

Espriella integra o grupo de líderes de ultradireita recém-eleitos na chamada "onda azul" na América Latina. Outros presidentes da região já haviam cumprimentado o petista no domingo. Javier Milei, que mantém uma relação de embate com Lula, é o único que ainda não o parabenizou. Após a prorrogação do horário de votação, ele compartilhou uma publicação que comparava o brasileiro ao ditador deposto Nicolás Maduro.

O ex-presidente colombiano Gustavo Petro, aliado de Lula, também celebrou a vitória do PT. Já o presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu esforços para fortalecer a "parceria estratégica" entre os dois países. "França e Brasil têm muito a construir juntos", escreveu Macron no X, acrescentando que os dois países devem cultivar a amizade "a serviço de um mundo mais justo".

Apoio da Ucrânia, Rússia e Espanha

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, afirmou que a corrida eleitoral brasileira foi intensa e parabenizou o petista pelos "expressivos resultados". "Agradecemos ao Brasil por seu apoio inabalável à soberania e à integridade territorial da Ucrânia. Esperamos ampliar nossa cooperação", escreveu.

O Kremlin afirmou nesta segunda-feira que recebeu com satisfação a reeleição do petista. O porta-voz Dmitri Peskov disse que Lula fez muito pelas relações bilaterais e pelo desenvolvimento do BRICS. Ele disse esperar que essa atuação tenha continuidade no próximo mandato.

Vitória vista como virada progressista global

O premiê da Espanha, Pedro Sánchez, comemorou a "virada do progressismo global" após a vitória de Lula. "O que aconteceu no Brasil, acontecerá na Espanha. A virada do progressismo global acaba de começar", disse o líder socialista, que enfrentará eleições antecipadas no próximo mês.

Já a chefe da União Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu a vitória de Lula como um triunfo para "a democracia e o multilateralismo". "Juntos, continuaremos trabalhando em estreita colaboração em prol de um comércio livre e aberto, de uma ordem global baseada em regras e de metas ambiciosas para o clima", afirmou.

Reações da Ásia, África e Itália

O premiê da Índia, Narendra Modi, diz que espera "aprofundar e ampliar ainda mais" a relação com o Brasil. O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, afirmou que o resultado "terá repercussões muito além das fronteiras do Brasil". "É uma vitória para o Sul Global e para as forças progressistas em todo o mundo", acrescentou.

A China felicitou o resultado e afirmou estar disposta a continuar trabalhando em conjunto. O premiê do Canadá, Mark Carney, disse que espera aprofundar a parceria com o Brasil. Os principais nomes da oposição da Itália comemoraram a reeleição de Lula, classificando o resultado como uma derrota para Donald Trump. Até a manhã desta segunda, o presidente dos Estados Unidos não havia se pronunciado sobre o resultado.

"Extraordinária virada e vitória do presidente Lula! As direitas nacionalistas podem ser derrotadas apesar de seu poder, seus algoritmos e seus bilhões", escreveu nas redes sociais Elly Schlein, líder do Partido Democrático, maior sigla de centro-esquerda da Itália. "Não perde apenas a dinastia dos Bolsonaro, mas também Trump e seus aliados com suas tentativas de ingerência nas eleições brasileiras", disse Schlein, que faz oposição ao governo de Giorgia Meloni.

Até as 12h do horário local (8h em Brasília), a primeira-ministra ainda não havia se pronunciado publicamente sobre o resultado. Líder da Aliança Verde e de Esquerda, o deputado Angelo Bonelli definiu o resultado como uma "esperança para todos nós que lutamos por um mundo mais justo, onde as pessoas e o planeta vêm antes dos interesses de poucos".

Jornalistas apontam Lula como influente estadista

Os dois ex-primeiros-ministros Giuseppe Conte (Movimento Cinco Estrelas) e Matteo Renzi (Itália Viva) relacionaram a vitória de Lula com a vitória do movimento estudantil na Sérvia, também neste domingo (25). "Nenhum prognóstico, nenhum obstáculo, nenhum freio às demandas de justiça social e nenhuma interferência podem vencer quando as pessoas decidem se fazer presentes e participar", disse Conte. "Na Sérvia, assim como no Brasil, o povo conta, decide. E, às vezes, vai contra as previsões e as pesquisas. A política pode te surpreender e tudo isso é lindo!", escreveu Renzi.

Jornais pelo mundo descreveram o resultado como surpreendente e enalteceram o petista, chamando-o de "estadista mais influente da América Latina" e de "grande sobrevivente". Também destacaram a reação de Flávio ao resultado e as dificuldades que Lula terá em seu quarto mandato, com um Congresso hostil.