29 de outubro de 2026

pt-br

Trump fala com Lula e critica eleição, mas não reconhece Flávio Bolsonaro

Política Relações-Bilaterais 29/10/2026 14:02 Folhapress - Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que conversará com Lula e disse que foi pedido para não tomar partido, mas classificou a eleição brasileira como uma 'vergonha' e citou a queda da Bolsa, sem apresentar provas de fraude.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (29) que tem a intenção de conversar por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, ele voltou a questionar a integridade das eleições brasileiras, marcando a quinta vez que faz críticas públicas ao processo eleitoral no país.

Quando questionado se pretendia ligar para parabenizar Lula pela vitória, o republicano foi direto: "Vou conversar com ele, mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil". Apesar da afirmação, Trump não chegou a reconhecer formalmente a vitória de Lula, nem confirmou quem considera o legítimo vencedor da disputa.

  • Quinta crítica: É a quinta vez que Trump questiona o resultado das eleições no Brasil.
  • Impacto no mercado: Trump citou a forte queda da Bolsa e a alta do dólar após o resultado.
  • Pedido de Lula: O presidente brasileiro pediu para que Trump não tomasse partido no processo.
  • Sem provas: Até o momento, o americano não apresentou evidências concretas de fraude.
  • Relação pessoal: Trump afirmou gostar de Lula, mas criticou a condução do pleito.

Reação do mercado e a postura de Trump

Ao ser perguntado sobre quem seria o vencedor legítimo, Trump evitou uma resposta direta. "Não quero comentar, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro. O atual presidente me pediu para não tomar partido, e eu não tomei. Mas, quando vi o que aconteceu no Brasil, achei uma vergonha. Bem, o mercado respondeu a isso", afirmou. Com isso, ele tentou justificar suas críticas apontando a volatilidade dos indicadores econômicos.

Referindo-se ao "respostas do mercado", Trump mencionou a queda histórica da economia brasileira nos dias seguintes ao pleito. Na segunda-feira (26), primeiro dia útil após o segundo turno, o Ibovespa, índice principal da Bolsa de Valores, caiu 13,88%. Essa foi a maior queda diária registrada desde março de 2020. Além disso, o valor do dólar subiu 8,21%, fechando o dia cotado a R$ 5,40, enquanto a Bolsa chegou a suspender as negociações temporariamente devido às perdas acentuadas.

Contexto das críticas e relação com Flávio Bolsonaro

As declarações de Trump ocorrem em meio a uma série de questionamentos sobre o resultado das eleições, vencidas por Lula contra Flávio Bolsonaro. Nesta segunda-feira (26), o presidente americano já havia declarado, sem apresentar provas, que a votação parecia ter sido fraudulenta. Naquele momento, ele disse que mantinha uma boa relação com Lula, mas criticou especificamente a prorrogação do horário de votação.

Vale destacar que, apesar das duras críticas ao processo eleitoral, Trump não afirmou que reconhece Flávio Bolsonaro como vencedor. Ele também não confirmou se irá tratar o senador como presidente legítimo. Em comunicado anterior, o presidente americano confirmou que autorizou a entrada de Flávio Bolsonaro e de sua família nos Estados Unidos, mas evitou dar validade política ao mandato do senador. A falta de clareza sobre quando ocorrerá a conversa com Lula deixa em aberto a forma como os dois países conduzirão as relações diplomáticas neste novo ciclo.