A gravidez e a amamentação podem aliviar temporariamente os sintomas da endometriose, mas não eliminam a doença. O médico Igor Chiminacio explica os motivos.
Muitas mulheres ainda acreditam que engravidar cura a endometriose, mas isso é um mito. É verdade que os sintomas podem diminuir na gravidez e na amamentação, mas isso acontece por causa das mudanças hormonais. A doença não desaparece.
O médico Igor Chiminacio, criador da Teoria do Polvo (que compara a doença a um polvo com tentáculos que afetam vários órgãos), explica que a gravidez interrompe a menstruação, um dos principais fatores que fazem a doença avançar.
5 pontos rápidos para entender:
- A gravidez não elimina a endometriose.
- Os sintomas melhoram temporariamente por causa dos hormônios.
- A amamentação também ajuda a reduzir os sintomas.
- As lesões continuam no corpo e podem voltar com a menstruação.
- O acompanhamento médico é essencial para uma gestação segura.
Durante a gravidez, a mulher costuma sentir alívio dos sintomas, e isso pode continuar na amamentação. O médico diz que a amamentação é o tratamento natural mais parecido com a doença, pois bloqueia os hormônios e faz as lesões encolherem por um tempo. Mas isso não é cura.
Na Teoria do Polvo, durante a gravidez e amamentação os 'tentáculos' da endometriose ficam mais quietos por causa dos hormônios. Mas as lesões continuam lá, e podem voltar a causar problemas quando a menstruação retorna.
As mulheres de hoje têm filhos mais tarde, por volta dos 30 ou 35 anos, e menstruam por muitos mais anos. No passado, elas engravidavam cedo e tinham muitos filhos, então menstruavam menos. Isso pode explicar por que a endometriose se tornou mais comum hoje.
O médico explica que, por menstruarem por muitos anos, muitas mulheres chegam à gravidez já com inflamação e cicatrizes na região. Isso pode deixar o útero menos flexível e atrapalhar a circulação do sangue, aumentando os riscos na gravidez.
Além de não curar, a endometriose pode causar complicações como pressão alta na gravidez, parto prematuro, bebê que não cresce bem e até aborto. As inflamações dificultam a passagem de sangue para o bebê, prejudicando o desenvolvimento.
Mas há boas notícias: com diagnóstico e acompanhamento médico, a maioria das mulheres com endometriose consegue ter uma gravidez saudável. Se a doença for descoberta já grávida, é possível aumentar o cuidado e reduzir os riscos.
O médico conclui que o ideal é descobrir a endometriose antes de engravidar. Mas, se isso não acontecer, o pré-natal especializado pode dar segurança. A gravidez alivia os sintomas, mas não trata a causa. Por isso, diagnosticar cedo é a melhor forma de proteger a fertilidade e evitar complicações futuras.


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