Descubra como o jejum intermitente pode reduzir a neuroinflamação, melhorar a sensibilidade à insulina e até desacelerar o envelhecimento cerebral, além dos benefícios conhecidos para a perda de peso. Entenda os mecanismos e as melhores práticas para proteger sua saúde mental.
Começou a fazer jejum intermitente para perder peso Embora pareça uma peça fundamental em uma dieta, essa técnica pode trazer poucos resultados se não for acompanhada de uma alimentação equilibrada.
Ainda assim, o jejum intermitente pode desempenhar um papel mais amplo na saúde. O médico Sohaib Imtiaz, do Verywell Health, afirma que os efeitos podem até abranger a saúde do cérebro.
- O jejum não serve apenas para emagrecer, mas traz benefícios diretos à saúde do cérebro.
- A redução da neuroinflamação é um dos principais impactos positivos observados.
- Melhorar a sensibilidade à insulina ajuda a desacelerar o envelhecimento cerebral.
- O pâncreas descansa ao não precisar liberar insulina com tanta frequência.
- Dietas como Mediterrânea e MIND potencializam os benefícios na prevenção do Alzheimer.
O que acontece com o corpo durante o jejum intermitente
Associada a uma janela de restrição alimentar, essa estratégia permite que cada pessoa adote o período que deseja permanecer sem ingerir qualquer tipo de alimento, o que pode resultar em uma menor ingestão de calorias.
Como consequência, Sohaib Imtiaz aponta para um melhor controle dos níveis de açúcar no sangue, o que pode levar a "um melhor controle da glicose e auxiliar na perda de peso".
Jejum intermitente pode melhorar o desempenho cerebral
Para compreender os efeitos do jejum intermitente no cérebro, o especialista relaciona tanto o controle dos níveis de açúcar quanto a perda de peso e esclarece que, quando combinados, esses fatores podem resultar em uma menor inflamação no cérebro, ou seja, uma redução da "neuroinflamação".
Sohaib Imtiaz explica que a sensibilidade à insulina pode melhorar significativamente durante esse período, já que a pessoa deixa de consumir lanches aleatórios e, assim, "o pâncreas não precisa liberar insulina com tanta frequência".
Como a "resistência à insulina é um dos fatores que impulsionam o envelhecimento cerebral, melhorar a sensibilidade à insulina pode desacelerá-lo", explica.
Ainda assim, o profissional de saúde garante que essa é apenas uma peça do quebra-cabeça. Para alcançar melhorias significativas, o especialista afirma que é preciso adotar um estilo de vida saudável em outros aspectos, desde a prática de atividades físicas até uma alimentação equilibrada, já que o jejum, por si só, nem sempre garante esses resultados.
Como a alimentação impacta ainda mais a saúde do cérebro
Para reforçar a proteção do cérebro, o especialista cita alguns tipos de dieta que devem ser priorizados, como as dietas Mediterrânea, MIND e DASH, que "apresentam evidências mais consistentes de associação com uma menor deterioração cognitiva e um menor risco de Alzheimer".
Além disso, ele menciona alimentos que podem ser essenciais nesse processo, como frutas, legumes, peixes, azeite e alimentos ricos em antioxidantes e polifenóis. O especialista também recomenda reduzir o consumo de alimentos com açúcares adicionados e produtos ultraprocessados.


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